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Inovação para crescer nos negócios

10/08/2012




*matéria feita e veiculada pela Folha de Londrina em 09/08/2012.





 Inovação para crescer nos negócios 





 Belagrícola apostou em novos serviços e na confiança dos funcionários para ser uma das maiores empresas do agronegócio no Paraná.







Empresário João Colofatti delegou funções e viu a empresa decolar: ''O meu lucro é investido na empresa. Não tenho todos esses bens, mas tenho a Belagrícola'' 



Persistência e empreendedorismo levaram o empresário João Andreo Colofatti a construir uma das mais respeitadas empresas de apoio técnico, distribuição e comercialização de produtos agrícolas para produtores paranaenses. Com um faturamento anual de R$ 1,4 bilhão, a Belagrícola, com sede em Londrina, trouxe, junto com as cooperativas, inovação para o agronegócio no Paraná. Criada em 1983 no município de Bela Vista do Paraíso, a empresa começou suas atividades com a venda de insumos para pequenos produtores da região. Hoje, a Belagrícola possui 40 unidades filiais, sendo 35 só de recebimento e sete delas localizadas no estado de São Paulo. Colofatti explica que o processo que faz uma empresa crescer, em qualquer setor, é a inovação. No caso da Belagrícola, a assistência técnica prestada aos produtores ajudou a fidelizar clientes. ''Naquela época, os agricultores compravam de diversos fornecedores, por isso a nossa estratégia foi iniciar um trabalho de assistência técnica na qual a Belagrícola começou a contratar agrônomos para ficarem nas revendas dando suporte aos clientes. Com esse plano, as vendas nas revendas de nossos insumos bombavam'', relembra o presidente da empresa. Ele afirma que poucas instituições faziam esse tipo de trabalho. ''Havia carência por esse tipo de serviço'', sublinha. Mas em troca desse suporte, a empresa também exigia fidelidade por parte das revendas que usavam de forma prioritária os produtos da Belagrícola. Colofatti lembra que com essas parcerias, as revendas começaram a se tornar filiais. Segundo o dirigente, o trabalho de campo foi muito intenso. ''Não basta contato comercial, se não houver uma interação com o produtor'', salienta. O presidente da Belagrícola conta que de 1985 até 1990 foi o período de intensificação desses trabalhos com as filiais e, por causa disso, a empresa ''decolou''.





Chave do crescimento





Colofatti conta que sempre buscou pessoas com o mesmo perfil que ele para trabalhar na empresa. Persistência e dedicação são palavras que circundam a mente do empresário. Porém, ele revela que sempre foi um dirigente que centralizou nele todas as responsabilidades de comando da empresa. ''Trabalhava 18 horas por dia e o tempo foi passando. Chegou uma hora que não consegui mais aguentar esse ritmo'', desabafa. Delegar e distribuir as responsabilidades da empresa para determinados coloboradores foi a atitude que salvou a sua saúde e, além disso, o ajudou a colher melhores resultados. Ele observou depois dessa ação um crescimento vertiginoso nos negócios da empresa. ''Se eu não delegasse, não iria mais crescer'', destaca. Uma das primeiras dificuldades que Colofatti teve ao distribuir os cargos foi encontrar mão de obra qualificada. ''No começo, não achava que tinha pessoas com o mesmo perfil que eu. Quando eu comecei a delegar, descobri que havia colaboradores com mais capacidade profissional do que eu'', observa. Colofatti acrescenta que hoje a Belagrícola possui profissionais de diversas áreas do mercado agropecuário, mas não deixou de ser uma empresa com foco familiar. Um dos filhos trabalha com ele na empresa. O empresário conta que outro segredo para uma boa administração é o diálogo entre todos os departamentos da empresa. ''Minha porta está sempre aberta para conversa'', observa. Outro ponto crucial para manter o crescimento de uma empresa é o investimento. Segundo ele, uma instituição sem apoio financeiro está fadada ao fracasso. Segundo ele, muitos empresários resgatam o lucro e gastam comprando fazendas, aviões, carros de luxo, entre outros. ''O meu lucro é investido na empresa. Não tenho todos esses bens, mas tenho a Belagrícola'', suspira. Colofatti reforça que todos os projetos de investimentos são estudados milimetricamente para não haver erros.







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